17/04/2016

[RESENHA] Cross Ange: Tenshi to Ryuu no Rondo


 
Cross Ange é um anime original do estúdio Sunrise. São 25 episódios que contam a saga de Ange, uma princesa de um reino na Terra que foi traída por seu irmão mais velho e exposta ao mundo por uma fraqueza que possuía. Esta fraqueza, a falta de controle de mana, ou magia, é considerada uma heresia no mundo e todas as pessoas assim são excluídas da sociedade. Tudo no mundo é controlado por mana, os humanos já nascem com esta capacidade e por este motivo, a humanidade evoluiu muito, não havendo fome ou pobreza. Agora, Ange lutará para colocar o mundo como é conhecido de cabeça para baixo, e para isso ela usará unidades robóticas de combate numa guerra que pode mudar o mundo e as pessoas.



A premissa do anime é muito boa. Uma princesa caída tentando se reerguer em meio a mundo que não conhece e onde as pessoas não a aceitam. Além disso, temos robôs muito bem desenhados pelo estúdio, mas que podem confundir um pouco a percepção devido a quantidade de detalhes. A animação dos robôs é feita em CG, porém vale ressaltar que os robôs parecem um pouco estáticos em algumas cenas que deveriam ser mais ágeis. O design dos personagens lembra muito os do anime de Code Geass. E toda temática real, de certa forma também. Questões relacionadas a nobreza, plebeus, robôs, tecnologia, poderes mágicos. Penso que é quase uma versão feminina de Code Geass.


E não estou brincando quando digo uma versão feminina, afinal, a maioria das personagens são lindas garotas de cabelos coloridos no auge da adolescência com seus corpos em desenvolvimento e hormônios e a flor da pele. Isso é um prato cheio para cenas picantes, provocantes e coisas além. Temos um mundo só de mulheres então vocês já podem imaginar o que povoa a cabeça dos japoneses. Sim, temos tentáculos em Cross Ange.


Agora vamos a história. Cross Ange é confuso pra caramba, já aviso de ante-mão. Se for assistir, fique por conta senão você pode não entender algumas passagens principalmente na segunda metade da série. São muitos elementos que começam a ser inseridos a partir da metade da série, e isso acaba por deixar muita coisa no ar a ser explicado em episódios mais pra frente. Não digo que isso seja ruim, pelo contrário. O anime tem um começo, meio e fim, mas o ponto falho é a execução do enredo. Parece que os produtores iam fazendo a história a cada episódio, sem planejamento.


O excesso de cenas ecchis pode afastar algumas pessoas. Claro, são meninas bonitinhas e gostosas mas isso não quer dizer que há a necessidade de a história girar em torno da garota dar a calcinha dela pro namorado no fim da guerra. Sim isso acontece acontece aqui.


A execução do anime pode não ser satisfatórias em pontos do enredo, apesar da animação ser muito boa. As músicas também são boas, tem um lírico que dá um tom épico, uma música mais agitada de abertura pra entrar num  clima de batalha. Enfim, o anime funciona como uma perfeita fonte de entretimento, e é bem divertido acompanhar mas não queira procurar uma profundidade que não existe. 


@cahdal

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